Problemas na Toyota: Toyota estima cortar mais de 3000 trabalhadores terceirizados.

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Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência Social,  o número de trabalhadores não-regulares susceptíveis de perderem seus empregos até Março de 2009 é muito elevado nas regiões que dependem da Toyota Motors.

Números do Ministério mostram que na província de Aichi 4,104 perderão seus empregos nesse período. Em Gifu, serão pelo menos 1,986 a perderem seus postos de trabalho.

A crise denominada “Toyota Shock”  se espalhou além da região de Tokai, afetando negativamente as economias locais.

A região  em volta da fábrica da Toyota de Kyushu,  que já havia visto 800 trabalhadores temporários perderem seus empregos antes de Agosto, vê o número de apartamentos residenciais vagos aumentar significamente.

O dono de uma imobiliária que aluga apartamentos para a Toyota e terceirizadas disse: “Dos 66 contratos de aluguéis que dispomos, 23 foram cancelados“. 
Um gerente de um restaurante rápido de Udon disse também: “Toda sexta-feira, era comum vir de 20 a 30 trabalhadores temporários da Toyota comer aqui em minha loja. Já não os vejo por esses dias, isso é muito triste“. 

A Toyota era o topo, e tudo transcorria muito bem até recentemente. Nunca poderia imaginar que o colapso da Lehman Brothers pudesse ter impacto tão negativo assim“, disse um taxista de 57 anos na mesma cidade. 

A queda da Toyota, líder mundial em automobilística, indica a extensão da desastrosa crise financeira mundial, e as ondas desse choque continuarão a se espalhar através das indústrias conexas e demais regiões do Japão.

Yomiuri Shimbun. 

 

 

 

A verdade é que o Japão está a muito à beira do desespero. Ou melhor, o país já está em desespero total.
A grande massa trabalhadora recebe o seu ganha-pão através dos serviços prestados a montadoras como a Toyota, e em eletrônicos como a Sony.
Essa crise, como disse o taxista, é surreal: ontem a Toyota era o orgulho japonês, a província de Aichi (sede da Toyota) era considerada a província mais rica do Japão. E hoje acordamos assim, cortes e mais cortes, desempregados e mais desempregados.

Essa crise toma essas cores contrastantes também pelo fato da forma de contratação atual nas fábricas: é muito comum o modelo HAKEN SHAIN, ou seja, o trabalhador terceirizado. A empresa X te contrata, essa empresa “pega uma empreitada” na empresa Y (no caso, a toyota e tantas outras), e então seus trabalhadores cumprem horário alí, na empresa Y. Desnecessário dizer que os contratos são quase sempre temporários, ou pior, são feitas manobras para que o empregado seja sempre considerado temporário.

Acredita-se que em grandes empresas, os Haken-shain correspondam a até mais de 40% do corpo de trabalhadores.

Sim, nós brasileiros aqui somos haken quase que na totalidade.


3 comentários Comente também ↓

  1. 1

    Talvez aquele ditado que diz “Quanto maior a árvore, maior o tombo” se encaixe nas empresas que sofreram com a crise mundial. Estou no Brasil desde junho de 2007, fui dekassegui por 6 anos. Atualmente estava trabalhando na fábrica da Volvo aqui em Curitiba, porém fui mandado embora assim que a crise chegou, quando anunciaram o corte de 430 funcionários, a maioria no período de experiência, como no meu caso. É um momento difícil de ser encarado, fico imaginando os arredores da Toyota…
    E sobre o HAKEN SHAIN, meu pai sempre comentou que quando ele foi a primeira vez ao Japão em 89 já era assim, e eu sempre tive em mente que fosse algo difícil de ser mudado, mas esperemos o pós-crise.

  2. 2

    Tomara que essa crise passe logo e que a economia volte a crescer, só assim poderemos estar mais seguros com nossos empregos.

  3. Alexandra #
    3

    ñ achei o que queria, pois qria saber a quantidade total de trabalhadores da Toyota.
    Agora a professora de Geografia vai me dar zeroooo .Olha q esse trabalho valia 3.5 pontos
    Bjuss



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